Sexo, sangue e rock & roll – Fatos e boatos do mundo sobrenatural (***)

SEXO, SANGUE E ROCK & ROLL – FATOS E BOATOS DO MUNDO SOBRENATURAL (***)

Bem-vindos, amigos de sangue

Bem-vindos, amigos de sangue. Este blog foi feito para pessoas – ops! – mortos-vivos como eu que gostam de jogar conversa fora sobre o nosso universo: o mundo dos bebedores de sangue “de verdade” e também da ficção. Enfim, é um espaço para uma boa conversa fiada regada a muitas taças de sangue e pescocinhos na mira da webcam (ai!). Entre e dê uma mordidinha...
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Chega de zumbi. De volta ao vampiro

Acaba de ser lançado pela editora Berlendis o livro Caninos - Antologia do Vampiro Literário. Com organização de Bruno Berlendis, reúne textos de autores consagrados do mundo inteiro e de diferentes épocas que permitem acompanhar o surgimento do vampiro na literatura e a transformação sofrida pelo personagem ao longo dos séculos. Entre os escritores selecionados estão Dom Calmet, Ossenfelder, Goethe, Coleridge, Lord Byron, Polidori, Charles Nodier, E.T.A. Hoffmann, Mérimée, Gógol, Gautier, Baudelaire, Le Fanu, Sacher-Masoch, Guy de Maupassant e Bram Stoker, entre outros, com traduções assinadas por feras como Ivo Barroso e Ferreira Gullar. A editora classifica a obra como "um retrato em profundidade dessa figura misteriosa e sempre sedutora: o vampiro - sua história, seus amores, seus perigos".
P.S.1: Para quem se interessou, Caninos - Antologia do Vampiro Literário tem 528 páginas e o preço sugerido é de R$ 72,00.
P.S.2: Ainda não comprei, mas prometo comentar depois de ler...

terça-feira, 22 de junho de 2010

O primeiro vampiro...

...na literatura, na forma como o conhecemos hoje, apareceu pela primeira vez no conto The Vampyre, de John William Polidori (no retrato ao lado), o Dr. Polidori, amigo de Lord Byron (um dos maiores poetas românticos de todos os tempos), Percy Shelley (também poeta) e sua mulher Mary. Publicado pela primeira vez em 1 de abril de 1819 na revista britânica New Monthly Magazine e com autoria atribuída a Byron, conquistou os leitores pelo estilo gótico e por transformar um personagem até então folclórico em herói romântico, não no sentido amoroso da coisa, mas por conta do mistério que o envolve (nesse caso, o herói atende pelo nome de Lord Ruthven). O impacto foi tão grande que, dizem os historiadores da literatura de ficção, influenciou Bram Stoker na concepção do seu Drácula.
The Vampyre, o conto, foi mais um fruto da famosa estadia de Polidori, Byron, Percy e Mary Shelley e Claire Clairmont na mítica Villa Diodatti, na Suíça, no verão de 1816 (embora tenha sido um ano "sem verão", já que a Europa foi castigada por intempéries climáticas). Esse período também é considerado um precursor do chamado Verão do Amor, de 1968 - os cinco vivenciaram o amor livre e a expansão da mente com o uso de alucinógenos (no caso, doses cavalares de Absinto), isso quando os hippies não eram nem projeto de gente... Frankenstein, de Mary Shelley, também nasceu desse encontro.
P.S.1: Em 1988, saiu um filme chamado O Primeiro Verão do Amor, que mostra como foi essa temporada de gênios na Villa Diodatti. Não sei se tem em DVD, mas, para quem se interessar, o longa conta no elenco com nomes como Eric Stoltz (Shelley), Laura Dern (Claire) e Alex Winter (Dr. Polidori). O título original é Haunted Summer e a direção é de Ivan Passer.
P.S.2: Agora, será que Vlad, o empalador, foi mesmo o primeiro vampiro do "mundo real"? O que vocês acham?